18 de outubro de 2011

minha querida inspiração

me diz por qual razão tu foges?
tu escapa de minhas mãos, como o líquido na minha mão.

e me explica, mais uma vez, pois eu ainda não aprendi...

por qual motivo as pessoas continuam magoando as outras?
por qual motivo estamos vivos?
por qual motivo escolhemos viver?

me explica, e me da um sentido, e serei escravo da tua explicação.

por qual motivo simplesmente não calamos vossas bocas?
por qual motivo não guardamos nossos dedos que apontam?
por qual motivo ficamos de olhos abertos para o que não queremos ver? e de ouvidos para o que não queremos escutar
e de olhos
e de sentido
e de ouvidos

e reclamações

não é fácil

mas é teu dever

viver,


então viva



então vos faça feliz

7 de outubro de 2011

motivos

"E quanto mais eu demoro mais eu consumo.
Vou procurando em folhas soltas algum resquício de inspiração. E subitamente me vem teu cheiro e eu deixo as folhas caírem.
Já não faz frio aqui mas a necessidade do teu calor é constante.
Quando pensas que não penso em ti é exatamente quando penso em ti, tua cabeça só está te sabotando.
Penso em como seriamos felizes longe daqui. Eu imagino uma fazenda bem longe, onde só o que me basta é tu, e só o que te basta sou eu, então nos alimentaríamos apenas desse sentimento.
Ah, se tu soubesse o quanto sou louco por ti, ah, se tu soubesse, teria medo de mim? ou cuidaria de mim?
Te observo de longe sem que tu perceba e então tenho mais medo de ti do que de mim.
Ah, se eu pudesse fazer tudo de novo, ah, o que eu mudaria? eu te esconderia, eu seria um pirata e você seria meu tesouro. Mas que um raio me parta, tudo pelo que passei só me fez ficar mais obcecado por você.
E que minha morte seja reconhecida."

(cartas para mortos)

24 de setembro de 2011

As coisas vão mudar

é esse calor aqui dentro que so cresce.
a chama, so cresce.
ela não apaga, pois somos jovens.
a mudança me chama.
de todas as suas formas.
pois o comum vem me assustando.
o comum vem me perseguindo.
eu não sou fraco.
mas a mudança.
a mudança faz parte.
e eu quero mudar.
essa é a hora.

14 de setembro de 2011

Enquanto isso...

Era eu deitado em minha cama e a única coisa que eu conseguia pensar era

Eu quero morrer

Que subtamente me bateu essa tristeza.
Como se eu não tivesse aprendido alguma coisa durante esses anos.
Eu não queria aprender.
Eu não queria existir.
Eu queria ser um sentimento, e so isso, ser consumido disso.
E mais uma vez eu volto.
Os ciclos voltam?
Eu nunca vou saber.
E afinal do que sou?
O que sei?
Pra onde vou?
Do que gosto?
Pois às vezes eu acho que vai ser tudo facil e boooooooooom complica.
Eu não esperava.
Eu não amadureci talvez.
Eu estou amadurecendo.
Mas eu não quero passar minha vida assim.
Eu quero me divertir... mentira, eu quero dormir, eu quero deitar, eu quero descansar, até que o mundo se torne um lugar bom de se viver.
Até que eu não odeie todas as pessoas mediocres que eu não conheço.
Até que essa tristesa passe.
E que eu deite na minha cama, mas que eu não me sinta só, nunca mais.